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Década de 90

A superestrada da informação faz surgir o fenômeno da globalização. A convergência dos meios de comunicação num único ambiente digital traz o mundo para dentro da casa das pessoas. O mapa geopolítico se altera com a divisão das ex-repúblicas soviéticas, outros conflitos armados eclodem no Oriente Médio e na Ásia. A sombra ameaçadora agora é o terrorismo, um inimigo sem face nem pátria. A queda do custo do computador pessoal e da tecnologia provoca um crescimento explosivo da internet, do comércio eletrônico e da telefonia celular, aumentando a produtividade econômica. A cultura jovem se diversifica em ramificações, tribos de um universo social diverso que vai desde o superficialismo e o consumismo até a militância ambientalista e antiglobalizante. A expressão nas roupas e por meio de tatuagens e piercings também são características marcantes de uma cultura efêmera, fugaz, padronizada como a música eletrônica com sua batida persistente e repetitiva. Os anos 90 terminam com um sinal de alerta planetário emitido a partir do desequilíbrio climático provocado pela poluição e o aquecimento global. A ciência polemiza a opinião mundial com a clonagem, alimentos transgênicos e o projeto genoma humano.

 

Ano Fatos ocorridos na vida do artista Fatos ocorridos no Brasil e no mundo

1990
66 anos

Realiza individual em Brasília e em Paris.

Participa de coletiva em Nova Iorque.

Akihito assume o trono como o 125º soberano japonês, o primeiro a se tornar imperador sob a constituição pós-guerra do Japão.

1991
67 anos

Realiza exposição individual em Paris, Osaka e Nagoya.

Participa de coletiva no Grand Palais, em Paris.

1992
68 anos

Realiza exposição individual no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, e em Kumamoto, em Tóquio.

Participa do 3º Grande leilão brasileiro da gravura, na Novotempo Galeria, em Belo Horizonte.

1993
69 anos

Entrega ao proprietário a última das obras em substituição às que se perderam no desaparecimento do avião, em 1979.

Participa de duas coletivas em São Paulo, uma no Museu de Arte Brasileira/MAB e outra no prédio da Bienal de São Paulo.

Em cerimônia xintoísta o Palácio Imperial de Tóquio presenciou o casamento do príncipe herdeiro Naruhito e Masako Owada.

1994
70 anos

Lança o livro Chove no cafezal, uma autobiografia, em japonês.

Participa de coletivas em São Paulo, Rio de Janeiro e Tóquio.

Acontece em São Paulo a mais polêmica revisão da arte brasileira dos últimos anos: A Bienal Brasil Século 20. A maior mostra de arte brasileira já realizada conta com 921 obras de 240 artistas e está dividida em cinco segmentos: pré-modernos (1899-1921), modernos (1922-1945), abstratos (1946-1960), anos 60 e 70 e de 1980 a 1993.

A seleção brasileira de futebol conquista seu quarto título mundial, nos Estados Unidos.

1995
71 anos

Realiza individual na Galeria André, em São Paulo.

Participa de coletivas em São Paulo e Curitiba.

Cria uma escultura especialmente encomendada para a inauguração da casa do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade de Curitiba, que homenageia o centenário das relações diplomáticas entre Brasil e Japão. A obra, de aproximadamente 50 cm de altura, representa o planeta Terra, unido por uma faixa de luz

O público brasileiro tem o privilégio de contemplar, pela primeira vez, as esculturas de Auguste Rodin, em mostras abertas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

1996
72 anos

Sofre intervenção cirúrgica para um transplante de rim.

Realiza individual no Espaço Infraero de Brasília e exposição individual itinerante iniciada no Museu de Arte Kumamoto no Japão.

Participa de coletivas em São Paulo e São Paulo e São José dos Campos.

A 23ª Bienal de São Paulo é inaugurada com o tema A desmaterialização da arte no final do milênio.  A mostra reservou uma sala especial dedicada ao pintor espanhol Pablo Picasso, com 34 pinturas a óleo, 13 desenhos e uma tapeçaria. Outra atração foi o conjunto de obras de Goya, gênio espanhol do século XVIII.

1997
73 anos

Acompanha exposição individual itinerante pelos museus de Gifu, Nigata, Hiroshima e Tóquio, no Japão.

Participa de coletivas em São Paulo e Montevidéu.

Elabora mural de 20m2 na Fortaleza de Santo Amaro da Barra Grande, na Baía de Santos, em São Paulo. Executado pelo atelier Sarasá, o mosaico Vento Vermelho foi a última obrado artista.

As artes plásticas se despedem de Manabu Mabe.

A família Mabe cria o Instituto Manabu Mabe.

 

 

O artista deixa um legado de cores, sensibilidade e alegria.

1998
73 anos

Coletiva
São Paulo: visão dos nipo-brasileiros do Museu Lasar Segall/MLS em São Paulo/SP.

 

1999
73 anos