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Mabe Ma será visto também na Europa

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Mabe MA é a visão do bailarino Tadashi Endo sobre a obra do artista plástico Manabu Mabe. As cenas coreografadas traduzem a intensidade das cores e dos movimentos das pinturas de Mabe. O coreógrafo e o artista plástico têm Highrisk Merchant Account em comum o fato de viverem a maior parte de suas vidas em outro país, deixando para trás sua pátria, o Japão, desenvolvendo sua arte no exterior.

Tadashi Endo considera a dinâmica da vida de MABE como um black-out, um momento MA, um exemplo de persistência, a vitória do talento sobre a adversidade. Este é o ponto de encontro das trajetórias artísticas de Mabe e Endo.

Mabe MA é um jogo com a palavra MA, que em japonês significa o espaço entre as coisas, o nome MABE e o verbo to be, que em inglês significa ser ou estar.

Tadashi Endo classifica sua dança como Butoh-MA, um modo de tornar visível o invisível. O mínimo de movimentos faz com que a expressão dos sentimentos e situações se intensifiquem, metáfora do equilíbrio entre energia, tensão e controle.

O projeto de fazer um espetáculo de dança contemporânea inspirado na obra de Manabu Mabe é uma iniciativa de Denise Curtouké, diretora e bailarina da Divina Companhia que em sua trajetória participou da companhia Mai Juku, de Min Tanaka. No início foram convidados seis artistas para estudarem a obra de Mabe e, a partir daí, elaborarem um treinamento corporal baseado no Seita-Ho e em danças afro-brasileiras. Depois, o projeto contou com presença de Tadashi Endo e consistiu na montagem propriamente dita do espetáculo.

Tadashi procurou dançarinos que estivessem dispostos a abrir mão dos clichês do Butoh para vivenciar inteiramente o processo de criação em dança. Foram selecionados 11 jovens artistas com as mais variadas formações e vivências.

Os ensaios começaram e por muito tempo Tadashi Endo se questionou sobre a maneira de criar lançando um olhar na vida e obra de Mabe. Sua proximidade com o universo de Mabe se deu por meio de estudos de catálogos de exposições, do livro autobiográfico Chove no cafezal e de encontros com Ely Iutaka na Joh Mabe Espaço Arte & Cultura, onde ele viu obras originais do artista.

Tadashi e Manabu Mabe poderiam ter sido grandes parceiros. Mabe MA celebra este grande encontro.

O espetáculo, premiado na categoria novas produções pelo edital do Programa de Ação Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura, esteve em cartaz no Teatro de Dança e no Sesc Ipiranga, em setembro de 2010.

O sucesso de Mabe MA na sua temporada de estréia motivou Tadashi Endo a levar o espetáculo para o público europeu que, certamente, o receberá com o mesmo entusiasmo dos brasileiros.

A direção de produção é assinada por Pedro de Freitas, da Périplo Produções, que desde 2004 organiza e produz turnês de Tadashi Endo pelo Brasil.

 
Sobre o Mabe

Manabu Mabe chegou ao Brasil ainda criança e, com a família, foi pintar fileiras de pés de café na natureza indomada do interior paulista, no início do século XX, um trabalho árduo debaixo do sol tropical. Mas também chovia e, nos feriados, com os lápis crayon trazidos da escola primária do Japão, ele retratava a paisagem em papel ou em sacos de café. Adulto, Mabe vende o cafezal e instala-se em São Paulo decidido a viver de sua arte. Pinta natureza-morta, corpo humano e se deixa seduzir pelo cubismo, mas seu destino é ser o pioneiro do abstracionismo no Brasil. Sua obra é vista em exposições nacionais e internacionais e, na esteira do sucesso de crítica e público, chega o reconhecimento na forma de importantes premiações. O artista, uma figura radiante e positiva, sempre aberta às melhores influências, registrou o belo e o calor das cores brasileiras, adotando um estilo único chamado de pintura gestual, que mistura a caligrafia japonesa com manchas cromáticas.

Seja bem-vindo, você está entrando no universo da arte de Manabu Mabe, o Samurai da Pintura no Brasil.

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Créditos: TV Cultura | TV Rá Tim Bum